Visão do estacionamento do museu

27º Dia: Mochicas e Huaca de la Luna

Antes de pegar a estrada no sentido de Lima, resolvemos visitar um sítio arqueológico que não tivemos tempo de ver da primeira vez que passamos por Trujillo. Trata-se da “Huaca de la Luna”, construída pelos “mochicas”.

Primeiro visitamos o museu, e depois fomos para as ruínas da huaca.

Museu Huacas de Moche
Museu Huacas de Moche
Visão do estacionamento do museu
Visão do estacionamento do museu

O museu valeu muito a pena ver. Apesar de pequeno, foi o mais bem organizado e bonito que vimos durante a viagem. Tendo, inclusive, alguns vídeos mostrando animações 3D interessantíssimas.

Os mochicas surgiram em meados do ano 100 d.C, tendo existido até o ano 800. Eles construíram o templo da lua (esse nome foi criado posteriormente, e não por eles) cinco vezes. Construíram o primeiro, utilizaram por um tempo e cobriram com terra e tijolos. Depois construíram outro templo em cima do primeiro. Passado algum tempo, encobriram novamente para construir outro templo ainda maior em cima. E assim foi até o quinto e último templo. Coisa de louco!

Na foto abaixo pode-se ver, na parte de baixo, a parede do terceiro templo e, na parte de cima, a parede do quarto templo. Notem que as decorações (essas são originais!) são parecidas, mas não iguais.

Huaca de la Luna
Huaca de la Luna
Huaca de la Luna
Huaca de la Luna
Huaca de la Luna
Huaca de la Luna

E a cada novo templo a ser construído, fechavam o anterior com esses blocos que vemos abaixo. Estão à mostra somente parte dos três últimos templos construídos. As escavações não chegaram aos dois primeiros (e nem devem chegar).

Ao fechar um templo, também deixavam enterrados alguns guerreiros e sacerdotes em tumbas. No museu pode-se ver as cerâmicas que foram encontradas junto aos ossos.

Os mochicas utilizavam esse templo para, principalmente, realizar sacrifícios. Mas, diferentemente da maioria das outras culturas que possuíam esse costume, os mochicas sacrificavam somente homens guerreiros (e não mulheres e crianças). Quando havia a necessidade de realizar cerimônias, guerreiros lutavam no deserto, os perdedores eram sacrificados e o seu sangue oferecido ao seu deus e mostrado a todo o povo numa espécie de praça central do templo.

As histórias são muito interessantes. Valeu muito a pena gastar meio dia para conhecer esse local. As escavações são recentes, iniciaram-se há 21 anos atrás. Existe um outro templo, o do sol, onde os trabalhos estão apenas no começo, e a cidade existente entre um e o outro templo também ainda encontra-se quase toda soterrada. Tudo indica que, dentro de alguns anos, muita coisa nova poderá ser vista ali.

Na foto abaixo podemos ver a “Huaca del Sol” ao fundo. Entre ela e o fotógrafo ainda existe uma cidade inteira quase toda enterrada.

Huaca del Sol
Huaca del Sol

O passeio terminou já quase três horas da tarde. Seguimos viagem mas era impossível chegar até Lima, como havíamos planejado.

Um guarda nos parou no caminho (foi muito simpático) e nos disse para não dirigir durante a noite, pois aquela região era muito perigosa. Os ladrões costumam colocar ferros na pista para furar os pneus e  roubar os carros. Agora está explicado o porque de tantos locais à beira da pista no meio do deserto, longe de qualquer cidade, onde moram pessoas e pode-se ler placas dizendo que cuidam de carros e caminhões à noite.

Bom, seguindo o conselho do policial, quando o sol começou a cair no horizonte, paramos na primeira cidade um pouco maior e arranjamos uma hospedagem.

A rota de hoje (com o passeio pelas huacas):

DADOS – 27º DIA
Saída: Trujillo – Peru
Chegada: Huarmey – Peru
Distância percorrida: 301km
Combustível: S/.215,00
Hospedagem: S/.110,00
Refeições: S/.57,50
S/. = Soles Peruanos