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10º Dia: Arequipa e trânsito peruano…

Hoje pela manhã somente andamos um pouco pelo centro de Arequipa e seguimos viagem. Tudo se cobra para ver em Arequipa. Para visitar uma igreja: S/.25,00; para conhecer um museu: S/.20,00; para entrar num monastério: S/. 35,00, e assim por diante. Como não tínhamos muito tempo mesmo, então seguimos viagem.

Ruas de Arequipa.
Ruas de Arequipa cheias de táxis.
Ruas de Arequipa.
Ruas de Arequipa.
Ruas de Arequipa.
Ruas de Arequipa.

Mas não tão rápido. Para sair da cidade tivemos que enfrentar o trânsito, e que trânsito!!! Se você é daqueles paulistanos que se estressa parado no carro, faça uma visitinha motorizado a uma dessas cidades peruanas. “Os caras são doidos!!!“. Qualquer dois metros de espaço é lugar pra se enfiar o carro. Você é obrigado a andar colado no da frente, se não o detrás não para de buzinar até você andar. Aliás, as buzinas fazem parte da orquestra. Não passam 5 segundos sem se ouvir uma buzinada. Além disso a grande maioria são taxistas, talvez mais de 60% dos veículos. Motos quase não se vê. Há momentos que não é possível se quer abrir a porta do carro sem encostar em outro ao lado. Num trânsito desses, faixas pra quê? Diversas vias se quer têm faixas ou sinalização. E quando alguma via fica complicada de se andar, os guardas de trânsito fecham com fitas ou cordas. Ah, no centro todas as esquinas têm pelo menos um guarda apitando sem parar, mesmo quando há semáforos.

O caminho até o litoral, como sempre desde o Chile, é feito através do deserto. Algumas cidades e até plantações aqui e acolá e, de repente, deserto novamente. Chegamos a percorrer alguns quilômetros de neblina intensa, mas também no deserto. Essa paisagem é muito interessante, é de se pensar o que se pode construir num lugar tão singular como esse. Tivemos a impressão de que algumas áreas são escolhidas para serem preparadas para plantações, sendo demarcadas com árvores, criando verdadeiras linhas separando o verde das plantas do marrom do deserto.

Ao chegar ao litoral, a mesma paisagem das estradas anteriores. Alguns trechos de retas e muitos de curvas por entre as montanhas. Subidas e descidas a todos os instantes. Dessa vez foi ainda mais perigoso por conta de grandes pedras que caem do alto das montanhas ainda estarem na estrada, além dos diversos caminhões nos dois sentidos. Alguns motoristas parecem não perceber o risco que correm em ultrapassagens perigosas. Só nos resta assistir de longe e torcer para nada dar errado.

Depois de algumas horas de estrada, resolvemos parar em uma pequena praia e acabamos almoçando (ou já jantando) em um restaurante na beira do mar. Uma milanesa de corvina, com arroz, batata frita, salada e, é claro, Inca Kola (a bebida fluorescente impossível de saber do que é feita… rs). O peixe estava divino, foi uma ótima pedida.

Restaurante
Restaurante na beira da praia. Ótmo peixe!
Pausa pra almoçar e ver a prainha.
Pausa pra almoçar e ver a prainha.

Seguimos viagem até que o sol (já escondido por entre as nuvens) foi sumindo, uma chuva fina caindo e a estrada ficando cada vez mais perigosa. Os caminhoneiros começam a correr ainda mais, aumentando o perigo. Então, na primeira vila em que passamos, paramos em um hostal, onde estamos agora.

Devemos seguir cedo à Nazca. Queremos ver as tais linhas ainda amanhã!

Rota do dia:

DADOS – 10º DIA
Saída: Arequipa – Peru
Chegada: Atico – Peru
Distância percorrida: 315km
Pedágios: S/. 5,00
Combustível: S/. 85,00
Hospedagem: S/.60,00
Refeições: S/. 38,30
Táxi: S/. 3,00
S/. = Soles