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23º Dia: A metade do mundo…

No primeiro dia em Quito, resolvemos conhecer o centro histórico e o museu da metade do mundo. O recepcionista do hotel nos disse que poderíamos ir de táxi ou ônibus nos lugares ou contratar um tour. Optamos pelo tour pois não dispúnhamos de muito tempo.

Como éramos somente nós e o guia (no carro dele), saiu caro. Mas, pra compensar, passamos o dia inteiro conversando sobre o Equador. Foi possível aprender muitas coisas.

O Equador vem passando por algumas grandes mudanças, desde que o último presidente assumiu o governo há quase 5 anos. Eles chamam de “revolução cidadã“. Sabem aquelas placas que vemos pelas ruas e estradas no Brasil indicando obras realizadas pelos governos e os valores gastos? Aqui também há dessas placas, mas elas são bem mais “pessoais”, digamos assim. Nelas colocam a obra realizada e mais uma foto do presidente, para verdadeiramente “marcar presença”. Há um marketing muito forte nesse sentido. Frases do tipo “novas estradas para o desenvolvimento da região X… é a revolução cidadã” são vistas a todo momento. E realmente a grande maioria das estradas ou já foi reconstruída ou está sendo.

O nosso guia era um apoiador, até certo ponto, fanático de Rafael Correa. Para ele, de 5 anos para cá tudo mudou no país. A corrupção está sendo eliminada da política. A polícia nacional passou a ter maiores salários e, com isso, deixou de ser “tão” corrupta. A educação foi melhorada em 200%, com universidades públicas “de verdade”. A saúde agora existe para todos, e não somente para uma parte da população (ele contou que, antigamente, antes de ir num hospital para tratar um corte, por exemplo, tinham que passar na farmácia e comprar as gazes e outras coisas necessárias para levar ao hospital, pois lá não havia). Além de outras mudanças mais.

É claro que não sabemos qual o nível de exagero do que o guia nos contou, mas que o país aparenta estar em fase de mudança, isso é claro. Mas a segurança parece ser um ponto muito fraco, pois foram pouquíssimos os lugares que visitamos no Equador onde as pessoas diziam ser seguros, a maioria das vezes que perguntamos a resposta era algo como “aqui é muito perigoso, tem que tomar muito cuidado“.

Muitas coisas também são bem parecidas com o Brasil. Eles também têm uma justiça eleitoral (essa tínhamos que perguntar…rs) e o voto é obrigatório. As infrações de trânsito também contam pontos para suspender a carteira. Na cidade de Quito também há rodízio de carros como em São Paulo, com duas placas por dia e em determinados horários, só que aqui é a cidade inteira, e não somente no centro.

Uma coisa interessante é que não se pode sair nas ruas com bebidas alcoólicas em determinados dias e horários. O problema é como o turista vai saber de uma coisa dessas.

Enfim, fomos conversando durante todo o tour. Primeiro visitamos o museu da metade do mundo, por onde passa a linha do equador (linha da latitude 0º 0′ 0″).

Latitude 00º00'00"
Latitude 00º00’00”

Nesse museu falam um pouco da cultura indígena de alguns séculos atrás e demonstram alguns experimentos  realizados em cima da linha do equador, como: colocar um ovo em cima de um prego; a água girando em sentido contrário no hemisfério norte e no sul e caindo diretamente para baixo quando em cima da linha; caminhar sobre a linha do equador; relógios de sol; e por aí vai.

Relógio de sol
Relógio de sol
Colocando um ovo em cima de um prego
Colocando um ovo em cima de um prego

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No final da visita, nos mostraram uma cabeça de índio em miniatura, mas real. Eles tinham (ou ainda têm) o costume de extrair a pele da cabeça de mortos para fazer o processo que vocês podem ver na foto abaixo:

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Depois do museu, visitamos o monumento da metade do mundo. Esse monumento, na verdade, não encontra-se na linha do Equador. Há cerca de 200 anos atrás, na primeira medição que fizeram, acabaram errando a linha em 200 metros ao lado. Há 14 anos atrás, ao refazerem a medição com GPS, descobriram o erro. Mas o monumento continua sendo algo simbólico, enquanto o museu mostra o real.

Monumento da metade do mundo
Monumento da metade do mundo

Após, partimos para o centro histórico. Chovia muito, o que atrapalhou o passeio. Primeiro subimos em um cerro onde está a figura da virgem alada, toda feita em alumínio. Tiramos algumas fotos da cidade vista de cima e voltamos ao centro.

Lá conseguimos visitar o palácio do governo, que de 4 anos pra cá foi aberto ao público para visitação. Mas a segurança é grande, passando por detectores de metal e, inclusive, tendo que deixar os passaportes com a polícia na entrada.

Palácio do governo em Quito
Palácio do governo em Quito
Palácio do governo em Quito
Palácio do governo em Quito
Palácio do governo em Quito
Palácio do governo em Quito
Palácio do governo em Quito
Palácio do governo em Quito

Como estava chuvoso o tempo, não pudemos tirar muitas fotos nas ruas, mas passeamos por algumas praças e igrejas.

Quito vista de cima
Quito vista de cima
Ruas do centro histórico de Quito
Ruas do centro histórico de Quito
Praça no centro histórico em frente ao palácio do governo
Praça no centro histórico em frente ao palácio do governo

Comemos alguns doces caseiros e empanada de carne chilena e voltamos ao hotel.

Nosso passeio pela cidade foi o do mapa abaixo. O ponto mais ao norte é a metade do mundo, o mais ao sul é o centro histórico.

DADOS – 23º DIA
Quito – Ecuador
Hospedagem: $63,00
Refeições: $22,55
Passeios: $92,00
$ = Dólares