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13º, 14º e 15º Dias: Lima, a capital do Peru…

Passamos quatros noites hospedados no Distrito de Miraflores, em Lima.

Miraflores parece ser uma região separada do restante de Lima. É um bairro que transparece segurança, com guardas particulares nas esquinas das avenidas e policiais rondando as ruas por toda a noite. Por todo o comércio há placas citando uma lei que proíbe a discriminação no distrito de miraflores (como se precisasse de uma lei específica para lá). Nisso já se percebe qual o tipo de gente desejada por aquelas bandas.

Praia em Miraflores
Praia em Miraflores
Restaurante na praia em MIraflores
Restaurante na praia em MIraflores
Shopping e prédios em Miraflores
Shopping e prédios em Miraflores
Miraflores
Miraflores

Durante a estadia saímos de Miraflores apenas duas vezes. A primeira para conhecer o Circuito Mágico das Águas. Um parque com diversas fontes. Algumas dançam conforme a música e outras trazem diversão ao povo. Há um espetáculo que ocorre três vezes por noite em que imagens são refletidas na água. Filmamos um trecho do show para que possam ter uma ideia. Mas ao vivo é muito mais bonito.

Circuito Mágico das Águas
Circuito Mágico das Águas
Circuito Mágico das Águas
Circuito Mágico das Águas
Circuito Mágico das Águas
Circuito Mágico das Águas
Circuito Mágico das Águas
Circuito Mágico das Águas
Circuito Mágico das Águas (com velocidade do obturador rápida)
Circuito Mágico das Águas (com velocidade do obturador rápida)

O outro passeio por Lima foi no centro histórico. A maioria dos lugares para se conhecer são igrejas ou museus. Infelizmente, o Congresso estava fechado. Conhecemos o Museu da Inquisição, local onde as pessoas eram julgadas, presas, torturadas e castigadas por seus “crimes”. E, também, o museu da Igreja de San Francisco de Assis, onde estão abertas para visitação as catacumbas com ossadas de mais de 2000 pessoas enterradas ali. A visita é muito extensa, e chega a cansar, mas para quem gosta da história da religião católica, é um prato cheio. Na porta dessa igreja existem muitas pombas, nunca vimos tantas juntas. E não adiantam as placas dizendo: “no alimentar a las palomas“. No curto tempo que ficamos por lá, pudemos ver as pessoas alimentando-as.

Igreja de San Francisco de Assis
Igreja de San Francisco de Assis

Antes disso assistimos a troca de guardas do palácio do governo. Devemos ser sinceros aqui. Foi a pior troca de guarda que já assistimos. Pra começar, tudo é feito no pátio fechado do palácio. As pessoas assistem do lado de fora, há uns 20 metros atrás de um portão com grades. entre as pessoas e as grades, policiais armados e com escudos para não permitir que os turistas cheguem perto. Isso seria medo de algo? A banda que toca durante a troca ainda faz um pequeno show antes, com músicas típicas peruanas, mas nem isso melhora a nota. Toda a troca se resume em duas pequenas tropas andando a passos lentos (um passo a cada 2 segundos, ou mais), levantando as pernas à 90º a cada passo, saindo cada tropa de uma das laterais do palácio e seguindo até o centro do pátio. Quando chegam no meio, o espectador já está cansado de ficar de pé naquele sol, mas esperançoso de que possa ver algo interessante. Algumas palavras gritadas pelos comandantes, e as tropas partem nos mesmos passos lentos para o lado oposto do palácio. O mais engraçado é que depois de toda a tropa sair, é possível visualizá-los correndo de volta (por detrás do palácio) para a lateral que haviam saído primeiro. Isto é, que troca é esta que depois vai todo mundo para o mesmo lugar??? Essa pequena caminhada de um lado para o outro deve demorar por volta de 25 minutos.

Aqui não há como não fazer um paralelo com a troca de guardas que ocorre no Palácio La Moneda, no Chile. Lá sim a guarda vem marchando pela rua (isto é, vem de fora, e não lá de dentro mesmo), chega até a entrada do palácio. A tropa que estava lá dentro sai. É feita a troca. A tropa nova entra no palácio e a outra sai marchando pelas ruas até de volta ao quartel do exército. Isso tudo com a banda, cavalaria e tudo o mais. É um evento muito bonito de se ver… Já no Peru, infelizmente deixou muito a desejar. Não aconselhamos gastar tempo por lá. Na metade do evento, a maioria das pessoas já foram embora.

Sabemos que é maldade, mas foi engraçado ficar imaginando se não foi por isso que o Chile ganhou tão “facilmente” a guerra contra os peruanos. Com marchas tão lentas daquele jeito, deve ter sido fácil exterminar a todos (rs).

Troca de guarda no palácio (público longe, quase não dá pra ver nada do que acontece lá dentro)
Troca de guarda no palácio (público longe, quase não dá pra ver nada do que acontece lá dentro)
Praça no centro histórico, em frente ao palácio.
Alguns escoteiros na praça no centro histórico, em frente ao palácio.
Praça no centro histórico, em frente ao palácio.
Praça no centro histórico, em frente ao palácio.
Praça no centro histórico.
Igreja na praça do centro histórico.
Praça no centro histórico, em frente ao palácio.
Praça no centro histórico, em frente ao palácio.
Praça no centro histórico de Lima.
Praça no centro histórico de Lima.

Abaixo a rota que fizemos no passeio ao centro histórico.

Por Miraflores, andamos no entorno do Complexo Larcomar, uma espécie de shopping no alto da falésia que beira a praia. Lá também passamos a virada do ano. Próximo há um lugar onde saem voos de parapentes sobre a costa.

Em um dos dias, resolvemos descer até a praia. É interessante, pois apesar de estarmos ao lado da praia, para chegar até lá é um “sacrifício”! Primeiro deve-se ir até a escada mais próxima para descer. Depois de vários lances de escadas, deve-se andar até a avenida que beira a praia. Sobem-se mais alguns lances de escadas, cruza-se a avenida, e vamos descendo outros lances de escadas e (até que enfim!) chega-se á praia. Ufa! Quando chegamos lembramos que esquecemos o protetor solar. O quê? Deixa queimar, não iremos pegar esse caminho mais duas vezes não!… E é difícil mesmo. Pra piorar, na praia foram jogadas pedras enormes. Há um pequeno trecho de areia e, próximo ao mar, pedras redondas e lisas, para se cair mais facilmente. Impossível de se aproveitar um lugar desses. Ficamos não mais do que vinte minutos e subimos de volta. No caminho, uma pausa para descansar na sombra em um gramado. Devemos confessar que estava bem melhor do que a praia.

Praia com pedras em Miraflores
Praia com pedras em Miraflores
Caminho para a praia em Miraflores
Caminho para a praia em Miraflores
Caminho para a praia em Miraflores
Caminho para a praia em Miraflores

Na última noite, não tinha como não nos divertirmos um pouco em um dos vários cassinos da região. A grande maioria deles têm apenas máquinas “caça-nível”. Para nós uma perda de tempo e dinheiro, já que são todas eletrônicas. Mas alguns deles dispõem, também, de mesas de blackjack e de roleta. Escolhemos uma mesa vazia de roleta e fomos jogar. Entramos com S/.50,00, já avisando que era a primeira vez (a mulher até tomou um susto… Nunca jogaram??). Depois de algumas rodadas, já estávamos bonzinhos. Chegamos a conseguir mais de S/.100,00, mas no final saímos com S/.80,00. Que beleza, nos divertimos por quase duas horas e ainda ganhamos um dinheirinho! rsrs.

No dia seguinte, ao pegarmos a estrada e sairmos dessa região de Miraflores e do Centro já percebemos a pobreza em que a grande maioria dos peruanos se encontram. São dois mundos totalmente diferentes.

Noite de ano novo no Complexo Larcomar
Noite de ano novo no Complexo Larcomar
Noite de ano novo no Complexo Larcomar
Noite de ano novo no Complexo Larcomar
Noite de ano novo no Complexo Larcomar
Noite de ano novo no Complexo Larcomar

DADOS – 13º, 14º e 15º DIAS
Local: Lima – Peru
Hospedagem: $400,00
Refeições: S/.197,40 + $1,50
Passeios: S/. 22,00
Locomoção (táxi e ônibus): S/. 31,00